domingo, 9 de novembro de 2014

2014, Dez. 13 - Marinho Pinto

IFICT/SANTIAGO ALQUIMISTA

Sala  Hamlet

5ª feira - 13 de  Novembro  

No impensável ciclo das Banalidades  

Conferência de 

MARINHO PINTO


“ESTADO  DE  DIREITO  
E  
CIDADANIA”  





Chegada do conferencista, António Marinho Pinto, 
à sala Hamlet do IFICT/Santiago Alquimista



A recepção foi calorosa...







A mesa estava pronta para a tradicional ceia pós conferência



Preparativos para a sessão



Reflexos...



Adolfo Gutkin, anfitrião, encarrega-se da abertura dos trabalhos...



...evocando Henrik Ibsen, o dramaturgo norueguês, e a sua obra "O inimigo do povo" na qual o personagem persiste na defesa da verdade mesmo que ela vá contra os interesses egoístas da maioria, 
tornando-se dessa forma "inimigo do povo" ...

Dizer a verdade tem um preço e
 António Marinho Pinto conhece-o 












Arnaldo Da Fonte, amigo de longa data, fez  a apresentação do orador destacando as características de um homem cuja acção não o torna simpático mas verdadeiro e determinado.







António Marinho Pinto (MP) apresentou a sua visão sobre a situação no País, considerando que "bateu no fundo" evidenciando  extrema fragilidade perante o poder esmagador do sistema financeiro 



Após duas guerras terrivelmente destruidoras, a Alemanha está a conseguir os seus objectivos, desta vez, sem ter de disparar um tiro...
(outros os têm dado por ela)



MP entende que as batalhas de antigamente 
são substituídas pela compra das elites nacionais.



Da sua experiência no Parlamento Europeu, o orador destaca a sua desfocagem em relação ao que seria necessário e afirma que não se trata de um verdadeiro parlamento, pois, na verdade,  não tem poder legislativo. Não entende porque é que se tolera a concorrência fiscal entre os estados-membros, quando a UE passa por ser uma União de estados ligados pela solidariedade e iguais entre si.
Em relação a Portugal, lembrou ainda que não houve nunca o escrutínio popular das decisões sobre o nosso destino no seio da União














O orador abordou ainda a situação política interna, cuja degradação atribui ao sistema "bipartidário"; vai-se votando alternadamente em partidos que acabam por seguir políticas semelhantes pela influência de uma "clique" que se estende a todos os partidos da "governação".



Favorece-se assim o florescimento da corrupção...
Lembrou o exemplo da compra de submarinos que já levou à prisão de intervenientes alemães e gregos no negócio, mas em Portugal tudo "passa"...



Advoga um "terramoto" eleitoral que poderia ser originado pela alteração radical do sistema eleitoral, com metade dos deputados eleitos num círculo nacional e os restantes em círculos uninominais.

Além do sistema político, considera imperioso 
alterar a Justiça e o sistema financeiro


Lembra, amargamente, que hoje os nossos filhos emigram pelos mesmos motivos que o fizeram as gerações dos nossos pais, sinal de que nestes sessenta anos não fizemos suficientemente bem o nosso trabalho. 

É essa uma das grandes razões por trás do seu actual empenhamento político, numa altura em que retirar-se seria bem mais cómodo.




***

Seguiu-se a actuação  

dos inigualáveis

“POLIBÔ –  NANÁ & MIGUEL



José Gil, apresenta os "Polibã" 
conhecidos divulgadores 
de "clássicos de chuveiro"...



Naná e Miguel, mais uma vez, encantaram a assistência 
trazendo-nos clássicos de

Nat King Cole, Ruth Etting, Tom Jobim, Elvis e Beatles.


 Veja o vídeo de parte da interpretação 
de "Nature Boy", de Nat King Cole:


Naná e o famoso saxofone da troika...


"All of me" de Ruth Etting (1931) 
na voz de Naná, acompanhada de Miguel












***

A  finalizar,   o  convívio  à  volta  da  
espantosa  mesa d’ iguarias






Até à próxima...!








VENHA & PARTICIPE 
NAS PRÓXIMAS CONFERÊNCIAS!


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