segunda-feira, 1 de julho de 2013

2013, Jul. 04 - Maria José Leal


 4 de Julho de 2013 –  18h30

“Banalidades” 
no 
Santiago Alquimista -  Sala Hamlet



Fräulein Hohenzollern-Sigmaringen - A Rainha Solidária” 




por  

MARIA JOSÉ LEAL


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Cartaz do dia




Preparativos para o fabuloso "buffet d'iguarias



Todos ajudam em grande azáfama 


Retrato de Luiz Gamito da autoria de Júlio Pego


Gamito confere a obra de J. Pego


Tudo a postos para o início da conferência


Na ausência de Adolfo Gutkin, 
José Gil faz a apresentação da oradora. 



Maria José Leal é médica cirurgiã pediátrica no hospital 
cuja construção se deve à figura de que vai falar:
Fräulein Hohenzollern-Sigmaringen - A Rainha Solidária


Apesar de alguma reserva em relação às mulheres, é indisfarçável em Maria José Leal a admiração que nutre pela "Rainha solidária" cuja acção em Portugal foi altamente meritória apesar do pouco tempo de vida que teve


Lisboa daqueles tempos era bem diferente;  
a Praça do Comércio estava ainda inacabada


Nascida a 15 de Julho de 1837 no castelo de Kraunchenvies. 
é apresentada na corte de Frederico II, Berlim, em 1855


A rainha Vitória foi decisiva na escolha da princesa 
para mulher do nosso rei D. Pedro V


Foi com entusiasmos que o povo português acompanhou 
a história deste casamento 


O casamento foi feito por procuração em 29 de Abril de 1858,
 em Berlim


D. Pedro V era especialmente culto





Era ainda criança quando o pai de Estefânia abdicou 


A família passa então a viver em Dusseldorf


Com uma educação católica, Estefânia cresce como 
uma menina burguesa, com grande simplicidade


 Poucos dias depois do casamento, a 3 de Maio, 
Estefânia parte de Dusseldorf para Ostende e daí
 para Inglaterra onde embarcou para Lisboa na corveta "Bartolomeu Dias"


Quadro (de João Pedroso) da chegada de D. Estefânia a Lisboa
a 17 de Maio de 1858


O entusiasmo do povo é sublinhado pelas gaivotas
que acompanham os gritos de "É ela, é ela..."


Após a cerimónia religiosa do casamento,
 D. Estefânia torna-se rainha consorte de Portugal


Passam a lua de mel em Sintra


D. Fernando II, pai de D. Pedro V


Mais atenta às evidentes carências da população 
que aos pretensiosos luxos da corte, 
D. Estefânia desde logo se dedica 
a acções de solidariedade


Consegue influenciar a utilização de grandes terrenos do
"infantado" para fins mais práticos, designadamente os terrenos
onde foram edificados a Escola Naval, no Alfeite, e a do Exército...


...junto aos terrenos onde foi construído
o Hospital que veio a ter o seu nome



Em Julho de 1859, pouco mais de um ano após a sua chegada a Lisboa, 
D. Estefânia adoece gravemente com difteria e morre a 18 desse mês.
Será D. Pedro V que desenvolve o projecto do Hospital que teve o seu nome em homenagem a uma dedicação extrema e desinteressada à causa maior de apoio à população que a recebeu com carinho e entusiasmo 





Entende-se o desencanto perante a actual incerteza 
sobre o destino de um Hospital que tem esta tão rica 
tradição de apoio às populações e particularmente à pediatria


No final houve debate e a recordação de episódios 
ligados à criação de hospitais em Lisboa



***

Seguiu-se o momento  musical  

com 

CARLOS GUTKIN












Paula Freitas apresenta Carlos Gutkin, seu marido


Apesar do intenso calor que se fazia sentir, Carlos Gutkin 
deu autêntico espectáculo de grande virtuosismo com a guitarra











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Por fim, o fabuloso 

buffet  d’ iguarias









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