sexta-feira, 18 de maio de 2012

2012, Mai. 10 - Listopad

Jorge Listopad

"Contra Teatro"

e

leitura de textos de

Jorge Listopad

pelo Grupo de Teatro do IFICT

Paula Freitas
José Gil
Luís Gamito


 À chegada ao Santiago Alquimista, Jorge Listopad é recebido pelo seu amigo de longa data, Adolfo Gutkin, e por Paula Freitas

 José Gil encaminha o orador ao palco para proferir a sua palestra...
 ...onde Adolfo Gutkin o aguarda para a sua apresentação
 Há longos anos deslocados no nosso País, Jorge Listopad e Adolfo Gutkin transmitem indisfarçável cumplicidade, temperada por décadas de lutas pela cultura num país onde não nasceram mas que os acolheu com amizade e onde criaram raizes profundas
 Sempre ligados ao teatro, a grande paixão de ambos, tornaram-se os "suspeitos do costume" face a um poder sempre desconfiado das "artes"
 Fala-se de teatro num cenário bem teatral...
 Durante a guerra, Listopad participou na resistência checa à ocupação nazi e foi o fim da "Primavera de Praga" que o trouxe até Portugal.

 Com a assistência presa das suas palavras, Listopad exibiu invejável capacidade comunicativa não obstante a sua juventude bem avançada...
 Dois comunicadores natos, dois amantes do teatro, dois "imigrantes de luxo" num País onde "...nunca foram bem aproveitados..."
Contra a expectativa geral,  Listopad explicou então porque "não gosta do teatro" enumerando vinte razões que poderiam explicar tal "aversão" desde a obrigação de estar longo tempo sentado, calado, sem poder interferir na acção, sem o "escurinho" do cinema, até à "provocação" que o teatro sempre representa...
 No final, Gutkin salientou o inesperado
daquela "declaração de amor" ao teatro.
 O que é tocado pelo veneno do teatro não volta a ser o mesmo

A terminar, Jorge Listopad informou-nos de que
a 14 de Junho próximo
estreia no Teatro Nacional
uma peça em que desenvolve o que nos expôs agora...
 José Gil mostra a Listopad os excertos
de livros seus que íam ser lidos a seguir
 Luís Gamito, Paula Freitas e José Gil qiue deram uma verdadeira lição de leitura de textos com grande sensibilidade
Luis Gamito na leitura de "Rua de S. José"
texto de grande intensidade emotiva





Paula Freitas leu dois deliciosos contos infantis
extraidos do livro "Mar seco, gelado, quente"



 Indisfarçável o interesse do autor na audição dos seus textos

José Gil leu-nos o apetitoso "Turno da noite"





***
Finalmente houve lugar ao afamado buffet de petiscos

 ...e à mesa soltam-se melhor os afectos...
 ..proporciona-se o diálogo aberto e descontraido...

 Calmamente houve  
 oportunidade até para a polémica...



Na próxima Banalidade,
a 24 de Maio,

Maria José Leal

virá falar-nos de

"As pedras do coração"

haverá a intervenção musical

do famoso

Quarteto "Sweet Art"

e no final

o habitual convívio à volta da mesa d'iguarias

NÃO FALTEM!



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