terça-feira, 3 de dezembro de 2013

2013 Dez. 5 - O séc. XIX e as lutas liberais em Portugal

IFICT/SANTIAGO ALQUIMISTA

Sala  Hamlet

5  de  Dezembro 2013


Incluído no impensável ciclo de «Banalidades» 

“O  SÉC.  XIX  E  AS  LUTAS  LIBERAIS  
EM  PORTUGAL” 

por 

António  Monteiro  Cardoso



António Monteiro Cardoso é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa e Doutorado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE em 2005.
É membro do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa (CEHCP) e Professor da Cadeira de Direito da Comunicação Social no Curso de Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social, do Instituto Politécnico de Lisboa. Tem publicado obras de investigação sobre Direito da Comunicação Social e sobre história de Portugal, sobretudo na primeira metade do século XIX.
(Nota biográfica, edição de "Biblioteca ISCTE")


Cartaz da noite, centrado sobre o séc. XIX em Portugal


O local onde o "crime" se vai desenrolar...



José Gil apresenta o orador



António Monteiro Cardoso dá-nos conta do seu fascínio por esse período peculiar em que se verificam episódios fundamentais na evolução política do nosso País mas sobre o qual parece pairar um deliberado manto de silêncio



Após as revoluções inglesa, americana e francesa, a luta contra o absolutismo em Portugal foi recheada de episódios tumultuosos contrariando a imagem de um povo de "brandos costumes" 



Cumprindo o habitual "fado" cá tivemos os ingleses para melhor gerir a situação face à invasão francesa


Também nessa altura, de Espanha vieram ventos de resistência inspirando as ideias liberais a Sul 



A liberdade de imprensa é "reduzida" e são proibidos os jornais o que leva jornalistas ao exílio em Londres onde publicam jornais em português introduzidos à socapa no País



Sucedem-se revoltas (Gomes Freire/Silva Carvalho/Ferreira Borges...). Após a restauração da liberdade de imprensa dá-se autêntica explosão de periódicos. Almeida Garrett escreve o "Retrato de Vénus" mas é o primeiro acusado ao abrigo da lei de imprensa entretanto aprovada. Com a nova constituição é, enfim, abolida a Inquisição...



Mas de novo os acontecimentos em Espanha originam uma "recaída" do regime e dá-se a "Vilafrancada" que o "rebelde" D. Miguel tenta cavalgar apoiado no partido da rainha Carlota Joaquina. O episódio influencia no entanto o "regresso" do absolutismo



Com a morte de D. João VI, em 1826, D. Pedro, Imperador do Brasil, abdica na sua filha, D. Maria e "envia" uma "carta constitucional" que dá poder de veto ao Rei, institui duas câmaras sendo uma de pares nomeados pelo Rei.



A reacção de D. Miguel provoca grande instabilidade e dão-se episódios pouco edificantes como o enforcamento dos "mártires da liberdade" no Porto. A vida dos liberais não era nada fácil nessa altura...



Só em 1834 se dá a "verdadeira" revolução liberal iniciando novo regime liberto da "feudalidade" vigente até aí. Mouzinho da Silveira tem papel fundamental na adopção de nova legislação. Dá-se a extinção das ordens religiosas cujos bens são "desviados" para famílias mais abastadas que os adquirem muitas vezes com a entrega de títulos da dívida pública generosamente valorizados...



Verifica-se novo período de grande perturbação política durante o qual se dá o episódio da revolta da Maria da Fonte, depois romanceado nos seus objectivos mas que teve origem na revolta popular contra os pesados impostos, incendiando repartições públicas para queimar "as papeletas da roubalheira"...



Desse período, ficou o hino da "Maria da Fonte" como hino nacional até à adopção da "Portuguesa"





António Monteiro Cardoso deu uma verdadeira lição de história sobre um período que curiosamente ficou recheado de episódios que nos lembram insistentemente os nossos dias...





No debate que se seguiu, António José Albuquerque salientou as diferentes imagens das revoluções francesa e inglesa, embora na prática, as diferenças não tivessem sido tão evidentes.





***

a seguir,

leitura  de  poemas  do  

Romantismo

por

PAULA FREITAS e JOSÉ GIL

(do Teatro do Castelo) 



Paula Freitas e José Gil disseram poemas das três fases do Romantismo que atravessou o séc. XIX (Almeida Garrett/C. Castelo Branco/João de Deus)



De Almeida Garrett, foram ditos. "NÃO ÉS TU" e "OLHOS NEGROS"




De Alexandre Herculano: O SOLDADO



De Feliciano de Castilho: OS TREZE ANOS



De Camilo Castelo Branco: AMIGOS CENTO E DEZ








De Júlio Dinis: UM POEMA



De João de Deus: O DINHEIRO








***

Por fim,  

o habitual  convívio  à  volta  da  mesa  d’iguarias














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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

2013 Nov. 21 - Portugal e o Médio Oriente

IFICT/Santiago Alquimista

21  de  Novembro 2013

«Banalidades»  


“PORTUGAL  E  O  
MÉDIO  ORIENTE” 

por  

Natália Nunes
e
Santiago Macias




Fim de tarde junto ao miradouro de Stª Luzia



A velha cidade, cheia de encanto



Uma ruela em Alfama



Cartaz do dia






Os habituais preparativos para a já famosa mesa d'iguarias



A assistência concentra-se



Adolfo Gutkin dá início à sessão salientando a complexidade da questão palestina


A criação do estado de Israel gerou feridas em ambos os povos
que estão ainda longe de estarem sanadas



Com natural simpatia pelas causas dos povos 
há circunstâncias a que não se pode ficar alheio



A sessão integrou-se num conjunto de iniciativas promovidas pelo
"Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente"






Também o Teatro pode concorrer para a aproximação dos povos



Santiago Macias



Aberta a sessão, Gutkin dá a palavra aos conferencistas




Teresa Palma Fernandes apresenta os oradores
e lembra que o dia 29 de Novembro foi designado pela ONU como
Dia Internacional da Luta Palestina



Natália Nunes, investigadora e especialista em literatura medieval





Natália Nunes lembrou o início da conquista muçulmana, em 711 e a influência exercida por mercadores, peregrinos, aventureiros na sociedade ocidental trazendo novas perspectivas através da cultura, gastronomia, música, literatura, jogos como o xadrez e novas culturas como a laranjeira (que depois os portugueses levaram de novo para oriente já enxertadas para produção de frutos doces)



A assistência seguiu a conferência com evidente interesse



Não foram esquecidas situações peculiares, com a das "escravas cantoras" 
ou fantásticas fábulas como "As mil e uma noites"...









Falou depois Santiago Macias especialista em estudos medievais e islâmicos,
Presidente da Câmara Municipal de Moura


Santiago Macias com uma visão mais próxima e realista da actual situação, referiu as dificuldades do diálogo entre opressores e oprimidos. Da sua experiência autárquica salientou a geminação entre municípios portugueses e palestinos. Curiosa a sua observação do tratamento dado a personagens árabes no cinema, habitualmente conotadas com caracteres duvidosos...



Depois da intervenção dos dois oradores registou-se um animado debate 
sobre o problema palestino que, obviamente, não deixa ninguém indiferente













Por fim, a habitual ceia à volta da mesa d'iguarias
pretexto para um diálogo mais animado e aberto..







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