segunda-feira, 18 de março de 2013

2013, Mar. 07 - António Salgado


Santiago Alquimista

Tertúlia das Banalidades 

7 de Março de 2013


*


Conferência 

de

  António  Salgado



 “O  MI(NI)STÉRIO  PÚBLICO “ 



Frei Tiago anuncia a conferência de António Mota Salgado,
antigo membro do Conselho Superior do Ministério Público,
sobre a história e estrutura do Mi(ni)stério Público



Adolfo Gutkin, anfitrião, e Luiz Gamito, "velho" amigo, 
apresentaram o orador

Como é seu hábito, Gutkin inspirou-se em clássicos como Platão
para o contraste com os tempos modernos


Luiz Gamito centrou-se mais na sua biografia e lembrou a autoria do "Manual de Falências" ou a tradução do "Manual de Direito Público" durante uma longa e brilhante carreira concluida em Setembro de 2008 altura em que se jubilou António Salgado
Prestou-se então a dar resposta a uma habitual  dúvida 
sobre o diferente papel de juízes e procuradores
 cujas funções embora diferentes são complementares.

Traçou então um interessante quadro da evolução da carreira judicial 
desde as suas raízes históricas, com D. Afonso III que iniciou a sua estruturação



Nessa perspectiva histórica, destacou sucessivos momentos  importantes como no reinado de D. Diniz, no século XV com as "Ordenações Afonsinas" (D. Afonso V), no sec. XVI com D. Manuel I (criação do cargo de Promotor de Justiça), no sec. XVIII com o ímpeto reformista do Marquês de Pombal. Mas é com D. Miguel, já no sec. XIX que se cria o Ministério Público moderno e é com Mouzinho da Silveira que se estabelece a estrutura judicial cuja base ainda persiste designadamente no que diz respeito à natureza da função elevada nessa altura à magistratura (assegurando-lhe, assim, autonomia pessoal). No desenvolvimento dessa reforma é criado o cargo de Procurador Geral da Fazenda, mantendo-se desde então o essencial da estrutura dos seus serviços pois o advento da República apenas implicou alteração de designações e nem o Estado Novo conduziu a alterações fundamentais.



É já após 1974 que se verifica uma reestruturação conduzida por Sá Carneiro, Almeida Santos e Cunha Rodrigues. Na Constituição de 1976 ficou consagrado a autonomia do Ministério Público governado pelo órgão de cúpula, a Procuradoria Geral da República.



Além do exercício da acção penal, o MP dirige a investigação criminal, levada a cabo pelas polícias, designadamente, a Polícia Judiciária especialmente preparada para o efeito embora boa parte desta acção seja levada a cabo pela PSP e GNR, desviando-as em certa medida da sua principal missão, a segurança das populações. 



Cabe ainda ao MP a fiscalização da actividade judicial 
e promover a execução das decisões dos tribunais



O Procurador Geral da República é nomeado pelo 
Presidente da República para um mandato de seis anos. 
Como órgãos da Procuradoria Geral existem ainda:
Vice Procurador geral da República;

Conselho Superior do Ministério Público;
Conselho Consultivo do Ministério Público;
Auditoria Jurídica.



Nota curiosa tem a ver com a alteração da designação de Procurador Delegado pela de P. Adjunto com base na diferente conotação que o termo "Delegado" assumiu nas últimas décadas na linguagem comum.
Concluindo a sua intervenção, o orador referiu algumas dificuldades que a actividade do Ministério Público enfrenta.



Houve depois debate animado em que se levantou a hipótese de alargar a certos políticos a lei de saúde mental que permite internar compulsivamente cidadãos que sejam risco social...














 momento de humor

“TRIBUNAIS” 







Houve então um momento de humor recordando-se 
diversas historietas passadas no ambiente judiocial













A seguir,  o  habitual  convívio  à  volta  da 
mesa  de  iguarias











quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

2013, Fev. 21 - Luiz Gamito


21 de Fevereiro de 2013 

Tertúlia das “Banalidades” 

no

Santiago Alquimista

  

“ P S I C O D R A M A ”  

por

LUIZ GAMITO

Frei Tiago já "equipado" com o novo veículo financeiro 
para aplicação de apoios à tertúlia

Os habituais preparativos para uma sessão 
que se adivinhava de grande peso... 


Nunca é demais admirar o peculiar
 ambiente da sala Santiago Alquimista



Os elementos estavam enfurecidos e caía sobre Lisboa uma tempestade de intensidade pouco habitual; em resultado disso os cansados telhados do Santiago Alquimista deram de si e criou-se um "hidrodrama"...


Adolfo Gutkin abre a sessão lembrando que Buenos Aires é a cidade com maior densidade de psicanalistas/m2...Num registo mais próximo da natureza da sessão e da intensa actividade de Luiz Gamito no psicodrama, realçou a importância do "fingir" para a realidade...


...e no "fingir" Adolfo Gutkin dá cartas!



Coube agora a António José Albuquerque fazer a apresentação do orador e da sua intervenção na área do psicodrama, retribuindo desta forma a fraterna apresentação de que foi alvo há quinze dias...


 Foram assim recordados mais episódios das aulas do padre Gamboa no Camões, como aquela definição das formas "legítimas" 
de mexer numa dada parte anatómica...



Ficou bem vincada a importância do papel que
 Luiz Gamito tem desempenhado na aplicação
do psicodrama em Portugal como terapia privilegiada



Luiz Gamito deu então início à oração sobre "Psicodrama" que começou por ser a primeira terapia de grupo, iniciada por Jacob Levy Moreno nascido nos arredores de Viena numa pequena aldeia judaica em cujas tradições "hassidistas" Moreno se inspirou para muitos dos rituais e acções utilizados no psicodrama, designadamente, a inversão de papéis cuja raiz pode estar no costume vigente nessa aldeia em que o rabino trocava de casaco com os paroquianos que recebia, como que assumindo a sua personalidade.



Contemporâneo de Freud, a via "morenista" de terapia baseada no psicodrama não era própriamente enaltecida pelo pai da psicanálise; conta-se mesmo que numa ocasião em que se cruzaram Freud lhe terá perguntado, em tom irónio, se era ele o médico que tratava os doentes com "teatro" tendo Moreno respondido que sim, tratava os doentes que o próprio Freud não conseguia curar...



Nos primórdios da sua descoberta dos efeitos benéficos da terapia de grupo, estão as reuniões de amigos (tertúlias...) em que se comentavam, teatralizando, as notícias do dia, constituindo o que ele chamou "Teatro de espontaneidade"; com o desenvolvimento do método foi verificando os efeitos positivos da referência pública às experiências pessoais.



Também a representação pública das relações problemáticas de casais parecia exercer um efeito terapêutico assinalável...
Moreno regista dois factos essenciais:
  • o interesse mais intenso quando se relatam casos pessoais e 
  • o efeito nos comportamentos dos intervenientes após representação pública das suas relações




Serão esses fundamentos essenciais do "psicodrama" que Moreno desenvolveu nas suas experiências posteriores principalmente em países sul-americanos, particularmente na Argentina.

Na dramatização das cenas, as cadeiras representam a "cortina" do palco; 



Luiz Gamito procede à abertura da cortina para uma representação



Na primeira "demonstração" da noite um protagonista e quatro outros intervenientes demonstram a relação entre um individuo e os círculos que o "rodeiam"...




São explicitadas noções como "si mesmo", "vínculo" e como se comportam e sentem os indivíduos nas diferentes relações entre eles


A segunda "representação" num contexto dramático, o protagonista representou outrém e convocou as pessoas que considerava importantes na sua vida

No caso foram a mãe, um tio e uma filha





Na dramatização, o protagonista foi assumindo à vez, o papel de cada uma dessas pessoas que convocou para a cena



Assumindo-se como cada uma dessas pessoas, ia expondo o que achava que cada uma delas diria sobre si próprio 





Terminada a dramatização, Luiz Gamito "encerra" a cortina





No final, o debate generaliza-se, com certas regras, aos restantes participantes que comentam o que acabaram de ouvir


A verdade é que, mesmo sendo uma representação simplificada, os presentes interessaram-se vivamente pela experiência





O debate final foi bastante vivo



Assistiu-se a uma autêntica sessão de psicodrama...



...que dificilmente encontraria local e "figurantes" mais adequado e receptivos dada a sua ligação ao teatro



Já no final, José Gil falou sobre a criação de um "veículo financeiro" (já referido, assente nos braços de Frei Tiago) com o objectivo de ajudar ao financiamento das actividades tertulianas



Após intensa actividade mental, houve lugar à ceia do costume com o afamado buffet de petiscos do Santiago Alquimista






Até à próxima...!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

2013, Fev. 21


5ª feira, 21 de Fevereiro de 2013 
pelas 18h30

 “Banalidades” 

(Sala Santiago Alquimista)

 Motivo de força maior leva-nos a adiar a conferência anteriormente anunciada; 
em  substituição,  haverá  

“ PSICODRAMA ”  

com  

LUIZ GAMITO

***
 
Segue-se, para animar, um fantástico 

 buffet  de petiscos

***
Traga um petisco (se quiser) e PARTICIPE!