segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

2013 Jan. 10 - Jazz

Swing no arranque em 2013
do ciclo de palestras das 
"Banalidades"
*
O JAZZ NÃO ESTÁ EM CRISE
tema para
JOSÉ DUARTE
no
Santiago Alquimista



Está tudo em crise mas não o Jazz! 
"Zé" Duarte explicou-nos porquê...


Antes de mais, há que preparar o "pic-nic"
(vejam a marca da caixa de vinho, lá ao fundo...)


 A tertúlia compõe-se



José Duarte (JD) afina a voz



Gil avança resoluto para a apresentação



Com Gutkin a mesa fica completa


 Um trio pronto para grandes músicas...
Gutkin fez as honras da casa e lembrou velhos tempos 
de colaboração quando JD era conhecido como o "Czar do Jazz"...
Inspirado, lembrou que tal como o sândalo perfuma o machado que o corta, 
o jazz, qual sândalo de África, perfumou a América...




 Pormenor do tecto Alquimista



 Gil surpreende JD com uma detalhada 
apresentação do seu vasto curriculum 



O alinhamento escolhido "à toa" 
iniciou-se com Charlie Parker (Confirmation)



O grande comunicador prende a atenção dos assistentes 
pelo profundo conhecimento de Jazz mas também pela 
riqueza dos comentários fruto da enorme experiência 
de uma vida dedicada ao Jazz

Revelando a característica modéstia dos mestres, JD lembrou alguns episódios castiços das inúmeras sessões que apresentou ao longo de 55 (!) anos,
como a sessão em Estremoz apenas com um espectador que, no final, 
confessou que não ouvia a música mas apenas 
os interessantes comentários de JD...
ou a sessão em Abrantes em que convenceu um "segurança" 
a assistir para não ficar com a sala deserta...



Tecnologias...



JD apresentou-nos numa fantástica síntese
 os mais importantes nomes do Jazz



 Ao já referido Charlie Parker, seguiram-se
 Benny Coodman - "Stomping at the Savoy"
o incomparável Louis Armstrong  - "When it's sleepy time down south"...



...Julien Adderley & Miles Davis  - "One for daddy-O"
Wes Montegomery - "West Coast Blues"...



Bill Henderson - "You are my sunshine"




 A assistência delirou com as 
peripécias do mundo do jazz




O muro da sala Santiago Alquimista





Se o improviso é a essência do jazz, 
JD revelou-se um verdadeiro mestre...
Fantástica a sua entrega à música que sempre o apaixonou



Ele próprio faz parte do show exibindo invejável swing...
Finalizou a apresentação com cinco incríveis 
versões de "Blue Room" (1926)

McGuire Sisters (vozes)
Ella Fitzgerald (voz)
Chet Baker (voz)
Miles Davis (trompete)
Sponny Rollins (sax tenor)

***
No final, o fabuloso buffet d'iguarias
do Santiago Alquimista





 Após uma memorável sessão de divulgação do jazz, 
JD saboreia as iguarias e confraterniza 
com os nossos tertulianos 

***
Este primeiro ciclo de conferências de 2013, prossegue no próximo

 dia 24, quinta-feira, 18h30

com 

José M. Félix Ribeiro

que abordará o tema

"A Alemanha e a reformatação da Europa 
- convivendo com a incerteza"



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013, Jan. 10 - José Duarte

"O JAZZ NÃO ESTÁ EM CRISE"
 
tema para
 
JOSÉ DUARTE
 
 10 de Janeiro, quinta-feira
pelas 18h30
no
Santiago Alquimista
 

 
Primeiro ciclo de conferências
das "Banalidades" em 2013
 

Segue-se o buffet de autênticas iguarias
para deleite dos presentes...
 
traga um petisco e participe!
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

sábado, 15 de dezembro de 2012

2012 Dez. 13 - João Ferreira do Amaral

No Santiago Alquimista
 
 
 
"O FUTURO DA UNIÃO EUROPEIA"

conferência de


JOÃO FERREIRA DO AMARAL
 


 
Correspondendo cordialmente ao convite da tertúlia das "Banalidades"
o Professor João Ferreira do Amaral falou sobre o futuro da União Europeia
 na forma esclarecida e simples que lhe é peculiar
 
 
Adolfo Gutkin dá início â Conferência
 
 
O orador foi apresentado por António Correia que salientou o prestigio de João Ferreira do Amaral e o brilhantismo de uma carreira dedicada ao ensino da economia mas com intervenções valiosas também na sociedade. Aliás. deu-se a circunstância de esta Conferência se verificar na véspera da homenagem que a sua faculdade de sempre, o ISEG, lhe prestou a propósito da sua aposentação.

 
Bem disposto, Ferreira do Amaral inicia a palestra
 
Desde a criação da CEE,
a Europa mudou, e para pior...
 
 
O principio da igualdade, original e genial, está subverido
e a Alemanha assume o papel de potência dominante
após a reunificação
 
 
A moeda única, imposta como contrapartida da reunificação,
veio afinal servir os designios da potência dominante
 
 
Ao invés da convergência esperada, acentua-se o fosso
entre o grupo de paises com economias mais fortes
e os países de economia mais frágeis
 
 
A moeda com cotação elevada, é essencial à expansão das economias competitivas mas um obstáculo poderoso para as outras economias estruturalmente desequilibradas que entraram em perda desde os anos 90
 
 
Esses desequilibrios foram mascarados pela disponibilidade de crédito fácil. Défices sucessivos originaram crescimento galopante das dívidas externas tornando inevitáveis crises financeiras e económicas a prazo.
Sem a possibilidade de emitir moeda, os estados correm o risco da bancarrota e ficam reféns dos mercados financeiros.
Entretanto, a estrutura produtiva dos paises menos competitivos desarticula-se e assiste-se ao desmantelamento da indústria,
 ao abandono da agricultura e das pescas.
Torna-se evidente a ausência de condições para o prosseguimento do projecto europeu nos actuais termos sendo cada vez mais provável a desagregação da zona euro, seja com a saída "controlada" de alguns paises,
com a saída da Alemanha
ou, ainda, com a criação de dois euros.
 
 
A clareza da exposição proporcionou um debate intenso em que se notou a preocupação dos assistentes face a questões concretas.
Ferreira do Amaral teve então oportunidade de esclarecer o seu conceito de "saída ordenada" que entende se devia equacionar no nosso caso.
 
 
A definição de um período transitório, a garantia da manutenção do contravalor em euros dos montantes em depósito na data da "saída" e a desvalorização gradual da moeda até ao valor considerado adequado à retoma da economia através do acréscimo de competitividade, são aspectos da saida ordenada. Nesse processo devem também empenhar-se as instituições europeias
 em apoio às autoridades nacionais.
 
 
A existência de "dois euros"  ou a coexistência de duas moedas num mesmo estado são soluções que Ferreira do Amaral não considera adequadas.
Apesar de considerar desejável que Portugal se mantenha na União Europeia, entende como inevitável a saída da zona euro.
A ausência de um debate sério e profundo na sociedade sobre este aspecto fundamental, vai adiando o problema mas conduzirá ao "apodrecimento" da situação até ao momento em que explode descontroladamente (à semelhança do que se passou nos anos setenta com a descolonização).
 
 
Uma eventual saída exige uma liderança eficaz
e com sensibilidade social,
eis a questão que o orador deixa a finalizar.
 
 
***
 
 
Seguiu-se o habitual "buffet d'iguarias" em ambiente um pouco mais preocupado, face à natureza das questõess analisadas na palestra.
 


Já "à mesa", os participantes rodearam Ferreira do Amaral
tentando esclarecer todos os aspectos de um tema tão importante.
 

 
 Pode dizer-se que encerrou com chave de ouro  o ciclo de conferências de 2012 com a presença de uma figura marcante da economia em Portugal.
 
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

2012 Dez.13 - O futuro da UE

 
Tertúlia das Banalidades
no
Santiago Alquimista
 
***
 
13 de Dezembro 18h30 
 
Conferência
 
de

João Ferreira do Amaral
 
"O futuro da UE"
 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

2012 Nov. 22 - Os Lusitanos

Conferência na Tertúlia das Banalidades
 
"Os Lusitanos: Mito e conflitos"
 
por
 
José Pacheco
 
e
 
homenagem a
 
Manuel António Pina
 
pelo
 
Grupo de Teatro do IFICT
 
 
 
 


Adolfo Gutkin apresenta José Pacheco... 

...e, lembrando as anteriores intervenções de José Pacheco,
considera "Os Lusitanos" como a ponte perfeita
entre as águas e o prepúcio
 
 "Nada" se sabendo em rigor sobre os lusitanos, as primeiras referências
remontam ao sec II AC localizando-os numa extensa faixa entre os rios
Tejo e Douro avançando pela actual extremadura espanhola.
Durante séculos foi ignorada a sua influência na geneologia dos portugueses surgindo apenas no renascimento alusões a esse "conceito"
com Garcia de Resende e Camões com "Os Lusíadas"
 
 
 Pouco "prestigiados" na cultura do sec XIX (tanto Alexandre Herculano
como Oliveira Martins desvalorizam a sua influência nas nossas raizes)
acabam por emergir no nosso imaginário arrastados pela criação
do chamado "cavalo lusitano" declarado como "raça oficial".


Das poucas referências que existem sobre características dos lusitanos, conhecem-se relatos de romanos que se lhes referiam como um povo de "bárbaros, ingénuos e comedores de bolota..."
(haverá razão para dúvidas sobre a ligação aos portugueses...?)
  
 
A cereja no topo do bolo é terem sido considerados
como dando excelentes escravos...!
Curioso é que já os romanos procuravam na "Lusitânia"
produtos de grande valor tanto no subsolo (metais valiosos)
como o  que hoje chamaríamos de
produtos gourmet (peixe salgado, pistachos...)
 
 
Da bibliografia citada por José Pacheco destacam-se
"Os Lusitanos no tempo de Viriato" de João Luís Inês Vaz
e o "Livro das grandezas de Lisboa" de frei Nicolau de Oliveira. 

***
Em resumo, os "Lusitanos" podem considerar-se
uma boa invenção do renascimento. Mito ou realidade, o português trivial gosta de se ver retratado nesses guerreiros destemidos e rijos, habitando as serranias e pondo a cabeça em água ao invasor que, romano ou saxão, nunca compreende as fantásticas idiossincrasias deste povo...

Segundo a lenda,Viriato, o seu grande leader,
terá casado com uma rica herdeira alentejana.
Que português de gema desdenharia tal reforma...?

Tal como em relação aos gauleses, não é difícil imaginar
o desespero dos romanos a gritar
 
"...estes lusitanos são loucos!"
 
***

Homenagem a
 
Manuel António Pina
 
por
 
Olga Gamito & José Gil
 
do
 
Grupo de Teatro do IFICT
 
 

 
Seguiu-se uma sentida homenagem a Manuel António Pina,
 assinalando o seu recente desaparecimento.
Olga Gamito e José Gil
 leram algumas das suas mais belas poesias
 


 
...e, finalmente, o fabuloso
 
 buffet d'iguarias
 
da
 
 tertúlia das Banalidades







 
Com o espírito e o estômago reconfortados,
os tertulianos dispersam e preparam-se para nova conferência,
 
13 de Dezembro
de
 
João Ferreira do Amaral
 
sobre
 
"O futuro da UE"