quinta-feira, 7 de junho de 2012

2012, Mai. 24 - As Pedras do Coração

"As Pedras do Coração"

Conferência de

Maria José Leal

com leitura de poemas de

Maria José Leal
por
Paula Freitas e José Gil
 (Grupo de Teatro do IFICT)
e
momento musical
com o
quarteto
"Sweet Art"


O eterno quadro a caminho do Santiago Alquimista
para mais uma sessão de Banalidades...


Frei Tiago com a ementa do dia


Antes da palestra de Maria José Leal acerca das "Pedras do coração"
Paula Freitas  e José Gil
lêem poemas da mesma autora:
 "Os vampiros"
 (de "A casa de Endovélico") 

 "Irmã Germana"

 "Deixem-me só"







Pedra tumular de
Yeouda Loew ben Bezabel

Mongólia, onde Maria José Leal se apercebeu de existirem, também, amontoados de pedras em sepulturas ao longo dos caminhos
analogamente ao que se passa em muitas outras paragens, pelo mundo







Mongólia - ovoo

Mongólia - Pedra tumular






Mongólia - Xamã

Cuiridh mi clach air do chàrn - Escócia
Eu colocarei uma pedra sobre o teu cairn

Bretanha - Morbihan
Portugal - moledro
Quando se leva do moledro uma pedra, e se deixa num sítio,
aí a pedra anoitece, mas não amanhece




Portugal - Cemitério
Flores que fenecem

Lisboa - Monumento a Sousa Martins
Pedras no monumento a Sousa Martins
Concheiro, Casqueira ou Sambaqui

Conchas...
Pedras... do coração


Não colham flores...



Momento musical com
Quarteto "Sweet Art"


Carolina Caldas
 Bernardo Cruz (teclas)
David Amador (baixo)
Francisco Mendes (sax)
Carolina
Francisco
David

Uma pequena amostra do som
deste magnífico quarteto:


 





e, por fim,
a "mesa d'iguarias"





Maria José Leal com Zé Albuquerque e a sobrinha que, involuntariamente,
muito contribuiu para a tomada de consciência da ligação 
e significado das "Pedras do coração" através do mundo




Até à próxima sessão das

"Banalidades"
no Santiago Alquimista
a
14 de Junho, 18h30

conferência de

Adolfo Gutkin


"O Silêncio"


sexta-feira, 18 de maio de 2012

2012, Mai. 10 - Listopad

Jorge Listopad

"Contra Teatro"

e

leitura de textos de

Jorge Listopad

pelo Grupo de Teatro do IFICT

Paula Freitas
José Gil
Luís Gamito


 À chegada ao Santiago Alquimista, Jorge Listopad é recebido pelo seu amigo de longa data, Adolfo Gutkin, e por Paula Freitas

 José Gil encaminha o orador ao palco para proferir a sua palestra...
 ...onde Adolfo Gutkin o aguarda para a sua apresentação
 Há longos anos deslocados no nosso País, Jorge Listopad e Adolfo Gutkin transmitem indisfarçável cumplicidade, temperada por décadas de lutas pela cultura num país onde não nasceram mas que os acolheu com amizade e onde criaram raizes profundas
 Sempre ligados ao teatro, a grande paixão de ambos, tornaram-se os "suspeitos do costume" face a um poder sempre desconfiado das "artes"
 Fala-se de teatro num cenário bem teatral...
 Durante a guerra, Listopad participou na resistência checa à ocupação nazi e foi o fim da "Primavera de Praga" que o trouxe até Portugal.

 Com a assistência presa das suas palavras, Listopad exibiu invejável capacidade comunicativa não obstante a sua juventude bem avançada...
 Dois comunicadores natos, dois amantes do teatro, dois "imigrantes de luxo" num País onde "...nunca foram bem aproveitados..."
Contra a expectativa geral,  Listopad explicou então porque "não gosta do teatro" enumerando vinte razões que poderiam explicar tal "aversão" desde a obrigação de estar longo tempo sentado, calado, sem poder interferir na acção, sem o "escurinho" do cinema, até à "provocação" que o teatro sempre representa...
 No final, Gutkin salientou o inesperado
daquela "declaração de amor" ao teatro.
 O que é tocado pelo veneno do teatro não volta a ser o mesmo

A terminar, Jorge Listopad informou-nos de que
a 14 de Junho próximo
estreia no Teatro Nacional
uma peça em que desenvolve o que nos expôs agora...
 José Gil mostra a Listopad os excertos
de livros seus que íam ser lidos a seguir
 Luís Gamito, Paula Freitas e José Gil qiue deram uma verdadeira lição de leitura de textos com grande sensibilidade
Luis Gamito na leitura de "Rua de S. José"
texto de grande intensidade emotiva





Paula Freitas leu dois deliciosos contos infantis
extraidos do livro "Mar seco, gelado, quente"



 Indisfarçável o interesse do autor na audição dos seus textos

José Gil leu-nos o apetitoso "Turno da noite"





***
Finalmente houve lugar ao afamado buffet de petiscos

 ...e à mesa soltam-se melhor os afectos...
 ..proporciona-se o diálogo aberto e descontraido...

 Calmamente houve  
 oportunidade até para a polémica...



Na próxima Banalidade,
a 24 de Maio,

Maria José Leal

virá falar-nos de

"As pedras do coração"

haverá a intervenção musical

do famoso

Quarteto "Sweet Art"

e no final

o habitual convívio à volta da mesa d'iguarias

NÃO FALTEM!